A eliminação da Croácia nos dezasseis-avos de final do Mundial 2026 continua a gerar forte tensão fora dos relvados. A federação deste país não aceita o desfecho sem obter respostas claras sobre o que considera injustiças graves.
Este conflito surge num momento de grande pressão sobre o setor da arbitragem. A tecnologia do VAR está sob o escrutínio de adeptos e seleções devido à falta de critério unificado no torneio.
Uma queixa formal por decisões que mudaram o jogo
A Federação Croata de Futebol (HNS) enviou uma carta formal à FIFA para exigir explicações detalhadas. O motivo principal foi a dolorosa derrota frente a Portugal no passado dia 2 de julho, um jogo marcado por decisões que alteraram o rumo do confronto.
No documento, divulgado pelo jornal desportivo Sportske novosti, os dirigentes croatas expõem as suas dúvidas sobre a validade de vários lances cruciais. O objetivo da federação não é mudar o resultado final, mas sim criar um precedente para evitar futuras injustiças em competições desta dimensão.
Três golos anulados e um penálti muito contestado
A polémica do jogo concentra-se em momentos muito específicos da segunda parte e do prolongamento:
- A anulação de três golos: A Croácia viu a baliza adversária ser fechada repetidamente devido a foras de jogo validados pela equipa de arbitragem de vídeo.
- O penálti a favor de Portugal: O VAR interveio para assinalar uma grande penalidade que permitiu o empate luso. A federação critica esta decisão porque o árbitro de campo estava muito perto do lance e tinha decidido não marcar nada inicialmente.
De acordo com as regras em vigor da FIFA, o VAR só deve intervir em casos de erro claro e óbvio. A federação croata defende que este lance não cumpria os requisitos mínimos para sofrer uma revisão.
O caso de Josko Gvardiol no tempo de compensação
O ponto mais crítico da queixa foca-se no prolongamento, especificamente ao minuto 103 do jogo. O árbitro norueguês Espen Eskas anulou um golo ao defesa Josko Gvardiol que significaria o empate e manteria os croatas vivos na discussão.
A decisão foi tomada devido a um suposto fora de jogo prévio do médio Mario Pasalic. Esta ação acendeu o debate técnico no país balcânico, onde consideram que a interpretação da jogada foi forçada e errada por parte da equipa de arbitragem.
A federação croata procura com esta iniciativa que a FIFA clarifique os critérios de interpretação aplicados ao longo do Mundial 2026. Embora a Croácia já esteja fora da prova, o caso reativa a discussão global sobre o verdadeiro impacto do VAR no futebol moderno e a perda de autoridade dos árbitros de campo.





