A seleção de Cabo Verde terá que superar um obstáculo para lá de complicado se quiser avançar às oitavas de final da Copa do Mundo. Os Tubarões Azuis, como são conhecidos, vão enfrentar a Argentina, atual campeã mundial, em busca de mais um resultado histórico.
Apesar do desafio, a seleção cabo-verdiana já provou que pode surpreender, assim como fez no empate com a Espanha na fase de grupos e contra Uruguai. Em entrevista exclusiva ao 365Scores, o zagueiro Diney Borges definiu o confronto como “1% de chance, 99% de fé”.
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“No futebol, não há impossível e nós somos a prova viva disso. Partimos para mais um jogo com 1% de chance, mas muita fé, crença e confiança em nós e nas nossas capacidades”, disse o defensor, que atua no Al Bataeh, dos Emirados Árabes.
Aos 31 anos, Diney terá a missão de marcar Lionel Messi, maior artilheiro em Copas. O zagueiro vê o embate individual como “privilégio”, mas foca no jogo como um todo.
“Será uma honra enorme enfrentar o Messi, sim, mas quando o jogo começar, ninguém vai pensar nisso. Vamos pensar nas contingências do jogo, naquilo que o Mister (o técnico Bubista) nos pediu para fazer e em ajudar os nossos companheiros”, comentou.
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O zagueiro de Cabo Verde também falou sobre o elenco estrelado da seleção argentina. Ele rasgou elogios aos adversários e prometeu atenção e disputa “até o final”.
“A Argentina dispensa apresentações. Tem um leque de jogadores formidáveis que podem resolver um jogo a qualquer momento. Vamos estar preparados para essas contrariedades que nos vão apresentar, mas nós também temos as nossas armas”, analisou.
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A seleção de Cabo Verde está na sua primeira Copa do Mundo e já faz história. Os Tubarões Azuis estão invictos no torneio, com três empates, e avançaram na segunda colocação do Grupo H.

Veja outras respostas de Diney Borges ao 365Scores:
Como está sendo viver a Copa do Mundo pela primeira vez e já fazendo história com Cabo Verde?
“Têm sido dias memoráveis. E tem sido inesquecível não só por todos os resultados — no final é isso que conta verdadeiramente — mas, sobretudo, pela família que construímos. Estamos trabalhando muito, com responsabilidade, jogando sempre dando a vida, mas temos o prazer de estarmos todos juntos.
Tem sido uma experiência para a vida e queremos prolongar ao máximo tudo o que estamos vivendo.”
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Antes da Copa, vocês imaginavam que iriam chegar ao mata-mata? Já caiu a ficha do que vocês estão fazendo?
“Acho que não caiu a ficha a ninguém. Nós só vamos ter verdadeiramente noção do que fizemos daqui a alguns anos, quando toda a poeira abaixar. Tem sido uma caminhada memorável.
Mas também não é o momento para balanços nem para perdermos tempo olhando para trás. Temos que manter a humildade que tivemos até aqui, o nosso DNA mas, mais do que tudo, o nosso espírito competitivo, a nossa intensidade e a nossa ambição de querer fazer mais, de sermos melhores em prol da nossa nação.”
Cabo Verde vem recebendo apoio grande do Brasil. Como é ter esse carinho do povo brasileiro?
“Foi algo inesperado mas desde o primeiro jogo estamos recebendo esse apoio do povo brasileiro. São torcedores únicos, que vivem o futebol intensamente e que têm uma proximidade cultural muito grande com o povo cabo-verdiano pela forma como recebem, acolhem e pela forma alegre e leve de encarar a vida.
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Eu e meus companheiros só temos a agradecer a onda de carinho que temos recebido por parte do povo brasileiro. Acho que a magia da Copa do Mundo é precisamente esta: o encontro de vários povos, em prol de algo maior que nos une a todos: o futebol.”
Vocês estão invictos e agora terão pela frente a Argentina. Qual a expectativa para enfrentar a atual campeã da Copa?
“Temos grandes expectativas. Vamos enfrentar a atual campeã do mundo e estamos todos super motivados. Mas motivação não é sinónimo de deslumbramento, nem de excesso de respeito. Temos de ter humildade, saber sofrer, saber aproveitar as oportunidades que tivermos e sermos fieis ao nosso DNA, sendo competitivos no jogo.
A Argentina dispensa apresentações. Tem um leque de jogadores formidáveis que podem resolver um jogo a qualquer momento. Vamos estar preparados para essas contrariedades que nos vão apresentar, mas nós também temos as nossos armas e vamos querer discutir o jogo até o final.”

Já tivemos duas grandes seleções (Alemanha e Holanda) eliminadas. Isso traz uma motivação a mais para vocês também buscarem fazer história contra a Argentina?
“Claro que sim (as eliminações de Holanda e Alemanha trazem motivações). Nós temos um mantra que é ‘1% de chance, 99% de fé’. Ao longo deste caminho, temos tido poucas possibilidades mas muita crença e ambição.
Desde a classificação para o Mundial, as nossas chances sempre foram mínimas, mas a verdade é que vamos nos agarrando às hipóteses que temos e transcendemo-nos. No futebol, não há impossíveis e nós somos a prova viva disso. Partimos para mais um jogo com 1% de chance, mas muita fé, crença e confiança em nós e nas nossas capacidades.”
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Por fim, você vai ter a oportunidade de enfrentar o Messi. Está ansioso para esse duelo? Existe alguma maneira de para-lo e não deixar ele fazer gol?
“Não estamos ansiosos mas óbvio que todos sabem que será um jogo especial, numa atmosfera especial, diante um adversário especial. Mas, mais do que pensar em enfrentar o Messi, estou focado em procurar travar o adversário como coletivo.
Será uma honra enorme enfrentar o Messi, sim, mas quando o jogo começar, ninguém vai pensar nisso. Vamos pensar nas contingências do jogo, naquilo que o Mister (Bubista) nos pediu para fazer e em ajudar os nossos companheiros. Se estivermos muito focados no adversário, vamos perder o foco em nós mesmos, e isso seria um erro.”
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